A Estação Barão de Mauá (também chamada Estação Leopoldina) é um terminal ferroviário, inaugurado em 6 de novembro de 1926 pela Estrada de Ferro Leopoldina, no Rio de Janeiro, que leva o nome de Barão de Mauá. A instalação foi fechada para passageiros em fevereiro de 2001, durante um acidente ocorrido em sua garagem e após o remanejamento destes para o terminal D. Pedro II (Estação Central do Brasil), quando tinha seu direito de uso cedido à SuperVia.
História
A linha que unia a Zona Central do Rio de Janeiro a Petrópolis e a Três Rios, foi construída por empresas diferentes em tempos diferentes. Uma pequena parte dela é a mais antiga do Brasil, construída pelo Barão de Mauá em 1854 e que unia o Porto de Mauá (Guia de Pacobaíba) à Estação de Raiz da Serra (Vila Inhomirim). O trecho entre esta última e a Estação de Piabetá foi incorporada pela E. F. Príncipe do Grão-Pará, que construiu o prolongamento até Petrópolis e Areal entre os anos de 1883 e 1886. Finalmente a Estação de Areal foi unida à de Três Rios em 1900, já pela Leopoldina.
O trecho entre a Estação de São Francisco Xavier, na Central do Brasil, e de Piabetá foi entregue entre 1886 e 1888 pela chamada E. F. Norte, que neste último ano foi comprada pela R. J. Northern Railway. Finalmente, em 1890, a linha toda passou para o controle da Leopoldina. Em 1926, a linha foi estendida finalmente até a Estação Barão de Mauá, aberta naquele ano, eliminando-se a baldeação em São Francisco Xavier. O trecho entre Vila Inhomirim e Três Rios foi suprimido em 5 de novembro de 1964. Segue operando para trens metropolitanos todo o trecho entre o Centro do Rio de Janeiro e Vila Inhomirim.
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Construção
A Estação Barão de Mauá, cujo nome homenageou o pioneiro da ferrovia no Brasil, foi inaugurada em 1926, dezessete anos depois do início das discussões e pedidos de autorização para a sua construção. Desenhada pelo arquiteto escocês Robert Prentice, que projetou também o Palácio da Cidade, sede da prefeitura, em Botafogo. O engenheiro Hélio Suevo, autor do livro “A formação das estradas de ferro no Rio de Janeiro”, diz que a estação é um exemplar da arquitetura eduardiana no Brasil, inspirada em construções palacianas inglesas. De estilo eclético, o prédio, no entanto, é assimétrico, já que não foram seguidos à risca os traços do escocês. Sua parte central só tem continuidade para o lado direito. Ficou faltando o lado esquerdo, previsto no projeto original.
A linha da Leopoldina começava na Estação São Francisco Xavier, da Central do Brasil, o que forçava os passageiros à baldeação, devido à diferença de bitolas. A história das idas e vindas para a construção da estação é bastante complicada, mas acabou por gerar uma discussão acerca de se a estação deveria ter sido construída comportando espaço para a Linha Auxiliar da Central do Brasil e da Rio D'Ouro, as duas também de bitola métrica. Em 1934, a discussão acabou com a vitória da Leopoldina: a estação só serviria mesmo a ela, visto que o Governo, dono da Central e da Rio d'Ouro, não havia cumprido a promessa de também pagar sua parte na sua construção.
Entre 1909 e 1926, a Leopoldina utilizou uma estação provisória para o embarque em suas linhas, que haviam sido prolongadas por volta de 1910 até a Praia Formosa.
Desde sua inauguração até a primeira metade da década de 1980, a estação foi um dos principais terminais fluminenses de trens de longo percurso, sobretudo os que ligavam a capital ao norte fluminense e aos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Em 1994, a estação passou a receber e ser oficialmente a terminal dos antigos trens de aço Santa Cruz, agora reformados e batizados com o nome de Trem de Prata, que ligavam o Rio de Janeiro à São Paulo, cujo trajeto finalizava-se na Estação da Barra Funda da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí. O Trem de Prata esteve em atividade até novembro de 1998.
A estação deixou de ser utilizada definitivamente para embarque de passageiros desde o início do século XXI, com todos os passageiros sendo transferidos para a Estação Dom Pedro II (atual Central do Brasil), da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil. Desde então, está fechada e abandonada, existindo hoje projetos para a sua transformação em museu ou centro comercial.
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