HISTÓRIAS DO RIO · LUGARES

Cidade do Samba Joãosinho Trinta

Foto: Cidade do Samba Joãosinho Trinta, Wikipédia/Wikimedia Commons

A Cidade do Samba Joãosinho Trinta, também conhecida como Cidade do Samba, é uma área destinada aos barracões das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, localizada no coração do bairro carioca da Gamboa, tendo a sua entrada principal localizada na Rua Arlindo Rodrigues.

Na Cidade do Samba são elaboradas as alegorias e fantasias destas agremiações. Criada com o nome de Cidade do Samba, em 2006, passou a ter a atual denominação em 2011, por um decreto do prefeito Eduardo Paes, como uma homenagem ao carnavalesco falecido naquele ano.

O projeto

O projeto arquitetônico foi elaborado por Vitor Wanderley e João Uchôa. A concepção arquitetônica da Cidade do Samba se apoiou em dois conceitos básicos. O primeiro, com o objetivo de se criar uma integração visual com a arquitetura dos armazéns do cais do porto e dos barracões das antigas oficinas de trem localizadas no terreno. Desta forma, ao mesmo tempo em que se estará promovendo, através da imagem, um fortalecimento dos projetos de revitalização da área portuária, a arquitetura inglesa do início do século XIX, erguida em tijolo aparente, irá remeter o projeto aos princípios da produção industrial. No caso, o lançamento do conceito da moderna indústria do carnaval.

Obra bem feita dura: URBEX

A URBEX é a empresa de construção e reformas que atende Osasco, Carapicuíba, Barueri, Santana de Parnaíba e Alphaville, com escopo claro antes de começar. Este espaço é divulgação do nosso próprio projeto.

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O segundo conceito seria o de somar o processo de fomentação da indústria do carnaval à indústria do turismo e do entretenimento. Na Cidade do Samba, os espaços para visitação, para o lazer e para a realização de atividades artísticas e culturais estarão estruturados para a promoção de uma atividade anual e diária.

A estrutura

Toda a estrutura projetada tem como objetivo garantir qualidade, segurança e eficiência na montagem do carnaval carioca e de se criar, no Rio de Janeiro, uma atividade turística profissional e permanente.

Os 14 barracões, têm, no primeiro piso, onde são montados os carros alegóricos, estrutura compartimentada para a realização dos serviços de serralheira, carpintaria, vidraçaria e borracheiro, estando todos os espaços interligados por depósito de materiais, almoxarifado vertical e monta carga. Ainda no primeiro piso, os barracões possuem recepção, loja, elevador, escadas de acesso e subestação elétrica.

O segundo piso é reservado para refeitório e vestiários projetados para receber um fluxo diário de até 150 pessoas.

O terceiro piso é reservado para as salas administrativas, salas de criação, de arte, sala de reunião, sala de direção de carnaval, guarda de fantasias, e salas de direção e da presidência da escola.

O quarto piso, com área aproximada de 2700 m², recebe a montagem de adereços, esculturas de isopor, almoxarifado, com empastelamento, pintura e resina em ambientes separados dos demais, onde têm-se exaustão mecânica e filtragem de ar segundo as normas da ABNT.

Toda a edificação possui escadas de emergência, sistema contra incêndio, elevador, banheiros e monta carga vertical. Importante frisar que todos os andares atendem as normas de operação e as técnicas de exigência de segurança civil e predial.

Importante destacar que os barracões têm capacidade para a montagem de até 12 carros alegóricos, com pé direito de 12 metros, espaço para a colocação de mesas de montagem, circulação longitudinal e transversal livres e portas de emergência para escape.

Na parte externa, os barracões possuem uma passarela em toda a extensão do contorno dos prédios, de onde pode ser visto o interior dos barracões e serve de espaço para assistir aos desfiles técnicos das escolas.

A grande área central é o espaço de lazer, encontro e entretenimento. A área de lazer tem bares, restaurantes, banheiros, palcos para shows, exposições de peças de carnaval e jardins com bancos, pergolados e duas enormes tendas para a exposição de carros alegóricos e realização de eventos. Neste local há 14 galpões. Atualmente funcionam como barracão para as 12 escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

A Cidade do Samba começou a ser usada em setembro de 2005, para o Carnaval de 2006. As escolas de samba rebaixadas após o carnaval 2006 (Caprichosos e Rocinha) tiveram que deixar seus barracões, enquanto que a Estácio, escola campeã do Grupo de Acesso A de 2006, passou a ocupar o barracão da Caprichosos de Pilares. O antigo barracão da Acadêmicos da Rocinha, ficou desocupado até ser utilizado para outros fins. A mesma coisa aconteceu em 2007 quando Estácio e Império Serrano, escolas de samba que foram rebaixadas para o Grupo de Acesso A em 2008, tiveram que deixar seus barracões; sendo que o barracão da Estácio de Sá foi ocupado pela São Clemente, escola campeã do Grupo de Acesso A de 2007 e a do Império Serrano foi ocupado pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Em 2008, o Império Serrano que havia retornado ao Grupo Especial ocupou o barracão da São Clemente.

Do lugar ao seu ambiente

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Agora no entorno

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Fontes: Open-Meteo (tempo) e BrasilAPI (feriados). Ver no OpenStreetMap

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Fonte: Wikipédia (busca por localização).

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Fonte do texto: Wikipédia, "Cidade do Samba Joãosinho Trinta", licença CC BY-SA. Texto adaptado e reduzido.

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