O Caju é um bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro do município do Rio de Janeiro, no Brasil, faz parte da região da Leopoldina, e administrado pela subprefeitura do Centro e Centro Histórico. Sua ocupação começou em meados de 1800,[carece de fontes]? sendo um dos bairros mais antigos da cidade.[carece de fontes]? Entre 1830 e 1940 foi um bairro nobre, mas hoje em dia possui mais características de um bairro proletário do que do centro de uma grande cidade; mesmo tendo sofrido um processo malsucedido de revitalização, está muito longe do glamour que já possuiu.
Faz limite com São Cristóvão, Vasco da Gama, Benfica, Santo Cristo, Maré, Manguinhos. É conhecido por abrigar a parte mais importante do porto, a ponte Presidente Costa e Silva, o Hospital Estadual de Ortopedia, o Memorial do Carmo, o cemitério São Francisco Xavier, o Museu da Limpeza Urbana, áreas militares e uma grande quantidade de estaleiros. A falta de interesse público assim como o comércio do Porto são duas variáveis que assolam o bairro tão importante na história brasileira. O início do bairro do Caju se deu pela atividade pesqueira, que foi assolada pela expansão do Porto. Hoje o bairro é afetado pelo enorme trânsito de carretas.
História
Esta localidade foi primeiramente habitada pelo rico comerciante luso José Gouveia Freire, sendo adquirida pela família real para os banhos medicinais de Sua Majestade D. João VI que havia sido ferido por um carrapato. Até então a região era um bairro rural, mas começou a ganhar loteamentos para abrigar parte dos 18 mil portugueses que vieram junto a família real. A Quinta onde o Rei tomava banho encontra-se preservada, é chamada desde então de Casa de Banhos de D. João VI e abriga atualmente o Museu da Comlurb, constituindo-se em um dos singulares espaços históricos da cidade do Rio de Janeiro. A região tornou-se a primeira região de banho de mar do Rio de Janeiro, sendo frequentado por toda a família real até D. Pedro II.
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A região ao atual bairro do Caju prolongava-se desde o Mangue de São Diogo (área do atual Gasômetro - sede da CEG), passando pela antiga Praia de São Cristóvão (atual Rua São Cristóvão, Praça Pe. Seve, Rua da Igrejinha, Rua Monsenhor Manuel Gomes), até a Praia do Caju (que passava por toda a extensão da Rua Monsenhor Manuel Gomes - "rua dos cemitérios", terminando na rua homônima). Segundo o cronista C. J. Dunlop, do Rio antigo: "Era uma região belíssima, de praias com areias branquinhas e água cristalina, onde não era rara a visão do fundo da Baía, tendo como habitantes comuns os camarões, cavalos-marinhos, sardinhas, e até mesmo baleias."
Um pouco à frente da Ponta do Caju (atual Rua Monsenhor Manuel Gomes), o provedor da Santa Casa de Misericórdia José Clemente Pereira, instalou em 1839, numa gleba adquirida de José Goularte, o primeiro Cemitério do Rio de Janeiro para indigentes, até então enterrados no cemitério velho da Rua Santa Luzia, onde agora estava sendo erguido o novo hospital da Santa Casa (existente até os dias atuais).
A partir de 1851 a Santa Casa, inauguraria o primeiro dos cemitérios públicos da cidade, em terrenos da antiga Fazenda Murundu, de Baltazar Pinto dos Reis, cuja "casa-nobre" logo se transformaria em 1855 numa enfermaria para os pobres, ponto de partida para o Hospital de N. S. do Socorro (ainda de pé até os dias de hoje).O atual complexo de cemitérios inclui o Cemitério Comunal Israelita.
Pinto Guerra, um rico proprietário português, doou à Santa Casa algumas terras que possuía na região agora habitada pelos cemitérios. Estas foram adquiridas pelo industrial Teixeira de Azevedo para a construção da maior fábrica de tecidos do Rio de Janeiro à época (1880). Entretanto, a falência da referida firma fez com que seu prédio e terrenos fossem entregues ao Banco do Brasil, onde acabaria nas mãos do governo federal pela quantia de 7 mil contos, para que nesta região fosse instalado o novo Arsenal de Guerra (o velho funcionava na Ponta do Calabouço), o mesmo foi inaugurado em 11 de novembro de 1892 pelo então Presidente da República Campos Sales, e que encontra-se em funcionamento até os dias de hoje, construindo o Arsenal de Guerra do Rio, organização militar do Exército Brasileiro, compondo ainda a Fábrica de Material de Comunicações do Exército, e a Indústria de Material Bélico do Brasil.
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